Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Cheirinho

E um cheirinho doce atravessou meu caminho...Um cheirinho de vida, de pessoas...um cheirinho de olhar bonito, olhar presente, olhar feliz. E como se olha e como se é olhado? Tudo muda o tempo todo, nada permanece e, talvez aceitar o fluxo, a passagem leve, seja a única e melhor saída. Levar a vida tão a sério, colocar importância no que não tem, vale? Tudo depende da lente que utilizamos. Uma lente aqui, outra acolá e tudo segue um caminho diferente. Tudo pode virar piada, lembrança, passado. E do passado só restam nostalgias, nada mais. Não é preciso colocar monumentos que não são importantes no nosso caminho, pois tudo é leve, insustentável...Quando se vê, já passou e nada tem de interferência real em nossas vidas. Pequenas coisas, pessoas especiais, gestos e sorrisos permanecem num momento que os torna eternos por dois segundos. Pronto. Passou. E é preciso esquecer para que novos momentos eternos aconteçam. E o melhor de tudo é mesmo a incerteza, o devir, o risco. O melhor de tudo mesmo é aceitar a condição de não saber, mas mesmo assim sorrir, brincar com os medos, amar pessoas, amar sem limites, portanto soltar pra vida e ficar solto para amar mais.
O mistério que nos une é esse mesmo..esse mistério não planejado, jogado, adormecido, com ou sem envolvimento. O maior triunfo é a vontade...e a vontade é livre. E é livre que vivemos..e é livre que amamos e é livre que nos permitimos. A liberdade é tudo. A liberdade é nada.

Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Irreverência

Quando dizem que o bom humor é fundamental, até parece clichê. Ahhh mas como tem sentido pensar assim! E o mais engraçado é como situações dramáticas ficam parecendo uma piada daquelas que faz todo mundo vai cair de tanto rir. Que distância existe entre o drama e a comédia? Acredito que uma distância contextual. Esse contexto é sempre o grande diferencial de muitas histórias. Normalmente é tão complexo que as pessoas preferem ocultá-lo, esquecê-lo ou simplificá-lo. Todos nós somos assim, em um nível ou outro, até porque ficaria operacionalmente impossível descrever todos os contextos o tempo inteiro. Ahh e como eu sou assim!!
A minha facilidade de esquecer os contextos, muitas vezes facilita ou dificulta a minha vida que fica resumida demais e deixa espaço para especulações feitas pela minha própria imaginação. É nesse momento que eu vou no recurso da razão e tento resgatar uma série lógica de proposições para conseguir projetar qualquer realidade que me faça sentir mais confortável.
Eu acredito que é assim com todo mundo, cada um criando as suas próprias verdades. E quem seria o inventor da verdade mais verdadeira? E quem estaria certo? Achar certezas é tão fugaz como o é acreditar nelas. O melhor talvés seja que cada um possa estar certo dentro das suas possibilidades. O melhor é que todos possam sentar confortáveis e acreditar que seguiram o caminho certo. Isso tudo dentro de um limite tolerável, é claro, afinal não podemos aceitar certas práticas e entrar num relativismo irrepsonsável.
Mas é nessa perspectivas que tudo passa a ser uma piada. Aquele mal trato que você acreditou ser o mais dilacerante, aquele medo que jamais considerou possível superar, aquela paixão que tirava todos os tipos de racionalidade que pudessem existir, etc. O riso, a ironia, o conforto físico de poder utilizar um artifício tão humano para sentir-se melhor.
É por isso que acredito nessa verdade há muito tempo: o humor é sempre a melhor saída e entrada e estrutura e molecagem e modo de viver...

Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

Voltando a pensar...ou não.

É incrível a incapacidade de uma mente operária. Daquelas que fazem tudo dentro do prazo até porque tá tudo tão automatizado que não tem erro. Ahh e se mudar alguma coisa, não cabe a ela adaptar nem perceber nada. O peso da responsabilidade de precisar utilizar as diversas faculdades mentais para conseguir viver nesse mundo mais cheio de enigmas do que nossa cabeça está cheia de estresse, nem sempre é facilmente digerido. Eu mesma sinto-me jogada num conjunto de atividades repetitivas que absorvem as mais coloridas idéias que poderiam aparecer. Estou lembrando o quanto um prazo para entregar um projeto mexeu com minha capacidade de fazer as coisas bem feitas. Chega uma hora que você já não sabe mais o que é realmente importante: tempo, prazo ou resultado. Enfim, somos "obrigados" a perder de vista as verdadeiras prioridades de nossos afazeres. A prioridade da vida seria algo que não vale a pena comentar, pois é complexo demais para simplificar, mas qual é a prioridade de um projeto, de um trabalho pontual que você encontra-se absorvido em fazer?


Estou lendo um livro muito interessante para nós pensarmos um pouco na realidade e duvidarmos um pouco de nós mesmos. Trata-se de um livro que já citei antes no nesse blog. O título do livro é : "Platão e um Ornitorrinco entram num bar". Os dois primeiros tópicos abordados no livro são: metafísica e lógica. É bem interessante perceber que a realidade é composta por elementos que nem sempre podemos apreender exatamente. O que pensamos ser causa para uma coisa não tem absolutamente nada a ver com aquilo. A meu ver, o maior problema de fazermos associações erradas entre fatos e suas possíveis conseqüências é não deixarmos margens para refutações.

De hoje em diante eu quero ser questionada, quero ter refutações para o meu pensamento. As possibilidades infinitas de uma realidade devem ser expostas e expressas. Eu quero ouvir críticas e não deixar que isso destrua meu ego, mas que construa a característica de observador, analista, associativo, criativo, construtor.

Sábado, 31 de Maio de 2008

Só pra deixar coisas legais aqui.

"...nada tem solução se você não estiver a fim de entender. A verdade é uma coisa grande demais para ser contida numa sala de executivos por maior que ela seja. A verdade está nas ruas, nos olhos de quem compra, na boca de quem vende. É preciso ir buscá-la. Quem não gasta spato, não perde tempo, não encosta a barriga no balcão não consegue apreendê-la. A apreensão da verdade é o primeiro passo para quem quer entender as coisas. Nesse processo é fundamntal o interesse, a capacidade de se encontrar com o problema. Carlos Bernardo Pecotche, um dos maiores humanistas da nossa época, disse que as coisas guardam um segredo que só se revela para quem tem interesse em conhecê-las. É uma profunda verdade. As informações passam pela mente indiferente, como água nas costas de um pato. Sem tocá-la. É preciso estar com a sensibilidade aberta para reconhecer a verdade quando ela aparecer. A mente é uma faculdade operária; ensina-nos a amarrar os sapatos, mas não escreve poemas de amor. As faculdades mais importantes são as sensíveis. Segundo Pecotche, estas nunca se enganam. Portanto, quer estejamos fazendo amor ou olhando um pacote de detergente, é preciso estar ligado. Uns tem maior capacidade de ligar-se sensivelmentee ao problema, outros menos, mas sensibilidade, todos têm. Talvéz, com algumas exceções."

Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

Então...

'O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediada pelas imagens.'